O Verdadeiro Link Qual Sentimento Humano Eu Sou Quiz

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produktienssyariah.comO Verdadeiro Link Qual Sentimento Humano Eu Sou Quiz, As habilidades cognitivas são afetadas por uma mistura de comportamentos positivos. Seu nível está associado a uma ampla gama de benefícios, incluindo benefícios funcionais. Por isso, o Quociente Emocional (QE) tem sido considerado um bom radar para contratar na hora da contratação.

Alguns profissionais até têm um QI (quociente de inteligência) melhor no trabalho para determinar quais profissionais são os melhores. O termo atual “raciocínio cognitivo” foi usado pela primeira vez em um estudo de 1966 pelo psicólogo americano Hanskare Leuner. No entanto, o conceito foi desenvolvido pela primeira vez em 1989 pelo pediatra Stanley Greenspan e depois pelos psiquiatras Peter Salovey e John Mayer em 1990.

Você vai ler:

  • O que é inteligência emocional
  • Definição segundo especialistas
  • O papel de Daniel Goleman
  • Os fundamentos do modelo de Goleman
  • Autoconhecimento e Inteligência Emocional: entenda a relação entre os dois
  • Benefícios das Inteligência Emocional, segundo a ciência
  • Teste de Inteligência Emocional
  • Dá para aumentar a Inteligência Emocional
  • Como desenvolver a Inteligência Emocional em 5 etapas
  • Soft Skills, as habilidades emocionais
  • Sentimentos e emoções
  • Autoconsciência
  • Como controlar a ansiedade no ambiente de trabalho
  • O que é, afinal, a motivação?
  • Autossabotagem
  • Empatia
  • As melhores palestras sobre inteligência emocional
  • 3 livros sobre inteligência emocional

O que é inteligência emocional

Inteligência emocional é o nome dado ao conjunto de habilidades relacionadas à gestão das emoções. Mais especificamente, como (e quanto) alguém os percebe, os processa, os entende e tem a capacidade de gerenciá-los.

Entre as competências incluídas na IE encontram-se, por exemplo, as chamadas soft skills, ligadas sobretudo às características que um “carrega” nas interações com os outros.

Definição segundo especialistas

Em sua definição, a dupla Salovey e Mayer explicam que IE é “a capacidade de perceber e expressar uma emoção, assimilá-la ao pensamento, compreendê-la e raciocinar com ela, e saber regulá-la em si mesmo e nos outros”.

O que é inteligência emocional, segundo os dois psicólogos, está intimamente ligado a quatro domínios fundamentais:

  • Percepção das emoções: a precisão com que uma pessoa identifica as emoções.
  • Raciocínio por meio das emoções: empregar as informações emocionais para facilitar o raciocínio.
  • Entendimento das emoções: captar variações emocionais nem sempre evidentes e compreender a fundo as emoções (mais sofisticado do que o “identificar” do primeiro domínio).
  • Gerenciamento das emoções: aptidão para lidar com os próprios sentimentos.

 

O papel de Daniel Goleman

Embora não tenha introduzido o conceito de IE, Daniel Goleman, psicólogo, escritor e Ph.D. na Universidade de Harvard, é o grande responsável por sua popularização. Em 1995, enquanto trabalhava como jornalista científico para o New York Times, publicou o livro “Inteligência Emocional”, no qual traz à tona o confronto entre QE e QI (Quociente Intelectual). Com mais de 5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo e traduzidos para 40 idiomas, o sucesso de vendas aumentou a atenção das pessoas sobre o assunto, tornando o conceito acessível a diversos segmentos da empresa. A partir daí, a mídia e outras entidades acadêmicas começaram a se aprofundar no assunto.

Goleman descreve a inteligência emocional como a capacidade de uma pessoa de gerenciar seus sentimentos para que eles sejam expressos de forma adequada e eficaz. Segundo a psicóloga, o controle das emoções é essencial para o desenvolvimento da inteligência do indivíduo. Seu modelo de IE concentra-se em um conjunto de competências e habilidades que, em sua opinião, levam a um melhor desempenho profissional, mesmo como líder.

Fundamentos do modelo de Goleman

O modelo Goleman posiciona a IE como um conjunto de competências e habilidades baseado em cinco pilares:

# Autoconsciência

Capacidade de reconhecer as próprias emoções.

# Autorregulação

Capacidade de gerir as próprias emoções.

# Automotivação

Capacidade de motivar e manter-se motivado.

# Automotivação

Capacidade de ver as situações do ponto de vista dos outros.

# Habilidades sociais

Conjunto de habilidades envolvidas na interação social. Além disso, identifica 12 domínios como os principais para desenvolvê-lo:

  1. Autoconhecimento emocional
  2. Autocontrole emocional
  3. Adaptabilidade
  4. Orientação para realização
  5. Perspectiva positiva
  6. Empatia
  7. Consciência organizacional
  8. Influência
  9. Coach e mentoria
  10. Administração de conflitos
  11. Trabalho em equipe
  12. Liderança inspiradora

Autoconhecimento e inteligência emocional: entenda a relação dos dois

Qual é a relação entre autoconsciência e inteligência emocional? Para começar a entender, é importante saber que a inteligência emocional tem quatro pilares:

  • Perceber emoções (suas e dos outros)
  • Raciocinar a partir do que dizem as emoções (também suas e dos outros)
  • Entender o que as emoções significam
  • E gerenciar elas

É daí que vem o primeiro ponto de conexão.

Ter um bom nível de autoconsciência ajuda você a interpretar suas emoções, entender o que elas realmente significam, fazer conexões com outros traços de sua personalidade e depois lidar com eles da melhor maneira possível.

Então, para se conhecer melhor e desenvolver a inteligência emocional, experimente praticar a auto-observação frequente em relação às suas emoções. Aprenda a identificar as emoções subjacentes em você e como elas se manifestam na vida cotidiana. Por outro lado, as principais lições derivadas do esforço para conhecer a si mesmo são assimiladas adequadamente apenas quando se aceita sentir e falar sobre dor, vergonha, medo, etc., emoções negativas em geral. Isto é, quando você está vulnerável.A vulnerabilidade é o próximo elo entre a autoconsciência e a inteligência emocional. A vulnerabilidade, ou colocar-se em uma posição de exposição emocional, é em grande parte responsável pelas conexões mais profundas que fazemos. Isso porque é muito mais fácil se relacionar com pessoas que admitem erros, contam momentos tristes e expressam emoções. É muito mais difícil se conectar com pessoas que não demonstram nenhuma emoção ou fracasso; Mostrar-se perfeito também é mostrar-se inatingível.

Por “conexão” também podemos significar “empatia”, a capacidade de ver as situações do ponto de vista dos outros, um dos principais componentes da inteligência emocional. É um dos principais culpados pela possibilidade de uma conexão significativa entre as pessoas.

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Benefícios da IE, de acordo com a ciência

Há uma extensa pesquisa confirmando os benefícios de ter um alto nível de IE, também vinculando-o a traços de generosidade. Um estudo mostrou que pessoas com maior conhecimento de regulação emocional são mais propensas a pensar no “bem social” quando enfrentam um dilema.

Além disso, a IE afeta a sensação de bem-estar. Pesquisadores descobriram, por exemplo, que existem relações inversas entre controle emocional e estresse no local de trabalho.

Ter a capacidade de identificar e gerenciar suas próprias emoções e as dos outros também são atributos valiosos para o sucesso na carreira, de acordo com pesquisadores de Harvard. O estudo, com mais de 20 anos, ainda mostrou que essa habilidade caracteriza maior sucesso na vida social.

Empreendedores com bons níveis de IE também são mais resilientes a obstáculos e tratam melhor seus funcionários e clientes. E os profissionais são melhores líderes. Uma análise de vários artigos científicos revelou que existe uma clara relação positiva entre a IE e a eficácia da liderança nos negócios.

Parte da “automotivação” (um dos pilares da IE, segundo Goleman), a capacidade de ter uma visão positiva – ou “otimismo” – está associada a maiores habilidades de vendas e maior taxa de sucesso acadêmico. Para os estudiosos, a principal diferença entre pessimistas e otimistas é que, quando falham, os otimistas tendem a fazer atribuições causais externas, específicas e temporárias, enquanto outros fazem atribuições internas e permanentes. Ou seja, após os contratempos é mais fácil para eles se recuperarem e agirem a favor dos resultados.

A inteligência emocional diz respeito tanto a saber quando e como expressar emoções quanto a controlá-las, e essa habilidade é inestimável. Pesquisadores da Universidade de Yale descobriram que mostrar emoções positivas pode estimular o trabalho em equipe. Segundo eles, eles levaram a uma melhor cooperação e desempenho do grupo, além de uma maior preocupação com a justiça.

Teste de inteligência emocional

Partindo dos fundamentos do modelo de Daniel Goleman e com adaptações para os contextos profissionais brasileiros, Na Prática criou um checklist gratuito que vai te ajudar a descobrir seu nível de inteligência emocional e como desenvolvê-la ainda mais.

Teste seu nível de Inteligência Emocional aqui!

Teste de inteligência emocional

Dá para aumentar a inteligência emocional?

Embora existam aspectos permanentes que determinam o temperamento e a personalidade – herança genética, por exemplo – Goleman defende que muitos dos circuitos cerebrais da mente humana são maleáveis ​​e podem ser trabalhados, afetando o nível de inteligência emocional.

Revisar mentalmente as habilidades envolvidas e entender quais você precisa trabalhar é o primeiro passo para aumentá-las. A psicóloga argumenta que o feedback externo também é um excelente indicador para orientar e desenvolver a IE.

Como desenvolver a sua IE – 5 práticas

Em um artigo para a Harvard Business Review, o psicólogo Tomas Chamorro-Premuzic, professor de psicologia empresarial na University College London e na Columbia University e associado do Harvard Business Finance Laboratory, recomendou cinco passos-chave para aumentar a inteligência.

#1 Transformar o autoengano em autoconsciência

A personalidade, e consequentemente a IE, é formada principalmente com base na identidade e reputação, explica Tomás. Para muitas pessoas, há uma disparidade entre os dois, o que pode levá-los a descartar quaisquer comentários negativos.

No entanto, a verdadeira autoconsciência consiste em ser capaz de ter uma visão realista das próprias forças e fraquezas. Isso não vai acontecer sem um feedback preciso, diz a psicóloga. Investir em avaliações baseadas em dados, como testes de personalidade e pesquisas de feedback, é uma coisa boa.

#2 Transformar o foco em si próprio em foco nos outros

De acordo com Tomas, para aqueles com níveis de IE mais baixos, é difícil ver as coisas pela perspectiva dos outros. Especialmente quando não há escolha certa ou errada. O desenvolvimento de uma abordagem centrada no outro começa com o reconhecimento de seus pontos fortes, fracos e valores.

Em um ambiente de negócios, conversas frequentes com os membros da equipe levarão a uma melhor compreensão de como motivá-los e influenciá-los.

#3 Agir de forma que torne a convivência gratificante

Viver com pessoas que têm níveis mais altos de IE tende a ser visto como mais gratificante. Segundo a psicóloga, os mais “gratificantes” tendem a ser mais cooperativos, gentis, confiantes e altruístas.

Tomas diz que é importante sempre garantir um nível adequado de contato antes de pedir ajuda ou atribuir uma tarefa a alguém. Além disso, tente compartilhar conhecimento e recursos sem esperar reciprocidade.

#4 Controlar “explosões”

No mundo dos negócios não é bom ficar frustrado toda vez que surge um problema inesperado, explica a psicóloga. Então, se você é alguém que tem o que eles chamam de “muita transparência emocional”, é melhor ser moderado.

Para fazer isso, você precisa perceber que as situações tendem a desencadear sentimentos negativos. Ao identificar os gatilhos, “você pode evitar situações estressantes e inibir suas reações”, diz ele.

Tente trabalhar em táticas que o ajudem a tomar consciência de suas emoções, em tempo real. Não apenas em termos de como você se sente sobre eles, mas também em termos de como os outros os veem.

#5 Mostrar humildade

Em termos de carreira, a autoconfiança, até certo ponto, é considerada um traço estimulante. No entanto, o psicólogo afirma que os melhores líderes são aqueles que parecem humildes. Estes transmitem confiança à equipe.

“Encontrar um equilíbrio saudável entre assertividade e modéstia, demonstrando capacidade de resposta ao feedback e a capacidade de admitir erros, é uma das tarefas mais difíceis de dominar.”

Tomas explica que, no contexto profissional, é importante esconder a arrogância – se ela existe – e mostrar humildade. Mesmo que tenha que ser forjado. Algumas atitudes a ter em conta: acabar com o orgulho, escolher bem as lutas e procurar oportunidades para reconhecer os outros.

Soft skills, as habilidades sociais

As soft skills referem-se às habilidades que lidam com o relacionamento e a interação com os outros. “Habilidades como resiliência, empatia, colaboração e comunicação são todas habilidades baseadas em inteligência emocional que diferenciam profissionais extraordinários da média”, diz Daniel Goleman, psicólogo, especialista na área e autor do livro best-seller Inteligência Emocional.

O especialista, por sua vez, define o termo como “traços e comportamentos que caracterizam nossas relações com os outros”.

Soft skills, as habilidades sociais

Exemplos de soft skills em alta no mercado

  1. Colaboração: saber trabalhar bem em grupo
  2. Flexibilidade: saber se adaptar às mudanças
  3. Trabalhar sob pressão: gerenciar estresse sem perder o foco
  4. Comunicação eficaz: ouvir atentamente e se comunicar de maneira clara
  5. Orientação para resultados: atingir o resultado final da maneira mais eficaz possível
  6. Liderança de equipe: saber como motivar e engajar grupos

 

Habilidades sociais indispensáveis para qualquer profissional

As habilidades sociais variam de ser capaz de sintonizar os sentimentos de outra pessoa e entender como ela pensa sobre as habilidades de negociação. Qualquer coisa pode ser aprendida na vida, desde que você coloque tempo, esforço e perseverança ao longo do processo.

Por que elas interessam em todos os ambientes profissionais

O interesse pela inteligência emocional no local de trabalho decorre do amplo reconhecimento de que essas habilidades distinguem os profissionais e líderes mais bem-sucedidos da média.

Isso é especialmente verdadeiro em funções em que todos precisam estar no mesmo nível técnico: nesses contextos, a forma como as pessoas gerenciam a si mesmas e seus relacionamentos faz a diferença.

As 3 habilidades sociais mais valiosas no ambiente de trabalho

#1 Habilidade de comunicação

Habilidades de comunicação são vitais em qualquer ambiente de trabalho. Você precisa ser capaz de ouvir os outros e transmitir seus pensamentos e, mais importante, seus sentimentos. Da maneira certa e levando em consideração com quem você está se comunicando.

Bons comunicadores:

  • Praticam a escuta ativa: ouvem com atenção, sem estar apenas esperando sua deixa para “retrucar” e aguardam o outro falar sem interromper. Basicamente, ouvem todo o conteúdo, processam e só então respondem.
  • Certificam-se de que todos entendem o que é dito e buscam o compartilhamento completo e aberto de informações.
  • Sabem receber notícias não tão boas.
  • Lidam com situações difíceis antes de elas piorarem.
  • Agem de acordo com as “dicas emocionais” que os outros dão ao comunicar-se sobre seus sentimentos.

#2 Habilidade de cooperação

Essa habilidade social é trabalhar bem com os outros, ser produtivo e fortalecer relacionamentos. As pessoas que o têm em altos níveis tendem a ver o relacionamento com a equipe como um fator importante ou mais importante do que a atividade ou objetivo.

Eles colaboram ativamente, compartilham planos e ideias e trabalham juntos para construir um todo melhor. Ao fazê-lo, promovem um clima de cooperação em que todos se sentem convidados a contribuir. Além disso, eles também buscam ativamente oportunidades de trabalho colaborativo.

Eles muitas vezes fazem a equipe funcionar melhor. Não se trata apenas de liderança formal, mas de tentar cooperar de forma saudável em todos os papéis exercidos.

#3 Habilidade de formar vínculos

É essencial para construir e manter relacionamentos com outras pessoas. Desenvolver essa habilidade leva a melhores relacionamentos. As pessoas que são boas nisso são ótimas networkers, que constroem e mantêm uma sólida rede de contatos e conexões que te ajudam com acesso, suporte, informações, etc.

Aqueles que têm boas habilidades de ligação também trabalham em relacionamentos estabelecidos para mantê-los saudáveis.

Uma característica das pessoas que são boas nessa habilidade é que elas têm muitos amigos entre seus colegas. É muito sobre valorizar os outros: estar interessado e realmente querer saber mais sobre eles. Essas três habilidades não apenas fazem de você um profissional mais eficiente e oferecem mais chances de desempenho e excelência, mas também trazem grandes benefícios para as organizações. Por esse motivo, eles geralmente são muito procurados na contratação de todos os setores.

#1 Aprenda a se autorregular

Daniel Goleman apresenta algumas maneiras de desenvolver ou fortalecer as soft skills necessárias hoje:

#1 Aprenda a se autorregular

“Se você aprender a gerenciar suas emoções, você se recuperará rapidamente do estresse. Isso significa que quando você sente uma forte emoção subir, você pode tomar consciência dela, nomeá-la e deixá-la ir sem reagir instantaneamente.”

Para quem quer aprender mais, Goleman recomenda praticar meditação diariamente e treinar o cérebro para lidar com as emoções. #

#2 Aprenda a impor limites com gentileza

“Quando você for interrompido, pratique fazer a si mesmo esta pergunta: pode esperar? Posso colocar de lado? Você vai descobrir que a resposta é quase sempre ‘sim’”, diz ele.

Comunique sua decisão de forma voluntária e educada: Líderes e pessoas com boas habilidades sociais sabem se comunicar de maneira educada.

#3 Crie uma cultura pessoal de feedback 

A cultura do feedback é conhecida e promovida no ambiente de trabalho, mas, segundo o especialista, seus benefícios são tantos que deve ser cultivado também na vida pessoal.

Peça a seus amigos, colegas, professores, gerentes e familiares (pessoas que o conhecem profissional e pessoalmente) para avaliar suas habilidades sociais e usar suas respostas para melhorar.

Sentimentos e emoções 

A inteligência emocional está relacionada à nossa capacidade de identificar os sinais internos do que estamos sentindo e também de entender como eles se relacionam com todos os sinais externos que recebemos do ambiente ao nosso redor.

Agora, o campo da inteligência emocional tem muito a ver com a identificação e regulação das emoções. E em outros lugares vemos que as emoções também são chamadas de sentimentos. Eles são a mesma coisa?

Alerta de spoiler: emoções e sentimentos não são os mesmos. Mesmo entendendo a diferença entre os dois, seu desenvolvimento em direção a uma vida emocionalmente mais saudável pode ser melhorado.

O que é emoção?

Imagine a seguinte situação: você acabou de chegar ao aeroporto e seu voo já está na última parada. Você está correndo para o aeroporto, tentando passar pela enorme fila de pessoas esperando na segurança… quando vê seu melhor amigo de infância, que não via há anos. Antes que você possa dizer qualquer coisa, seus olhos se enchem de lágrimas de emoção e você esquece completamente como se sentiu apressado. Sua emoção é a resposta do seu corpo a um estímulo externo. Essas reações em nosso estado bioquímico são ditadas pela amígdala, uma pequena parte da região subcortical do nosso cérebro. Ele é encarregado de ditar mudanças rápidas em nosso corpo a partir de uma ameaça, uma recompensa ou, como em nossa história, uma reunião.

Nossas emoções, portanto, precedem nossos sentimentos, são físicas e bastante instintivas. Esse instinto vai além da espécie humana, e é isso que explica por que quando sorrimos, nosso cachorro abana o rabo, ele também tem essa reação emocional em seu corpo.

O que é sentimento?

Agora, os sentimentos são as associações mentais que fazemos a partir de uma emoção. Ou seja, um sentimento é influenciado pela experiência pessoal de uma pessoa, bem como por suas crenças ou memórias.

Na história do aeroporto, você chorou e sorriu de emoção ao compartilhar memórias e momentos felizes com seu melhor amigo de infância. Agora, o sentimento pode ser diferente, se essas lembranças forem infelizes, ou se você souber que seu amigo maltratou um conhecido comum em algum momento. Portanto, nossos sentimentos são desencadeados por emoções e coloridos por nossos pensamentos, memórias e imagens que estão subconscientemente relacionadas a essa emoção específica para você. Em outras palavras, como humanos, temos um repertório emocional básico em comum, mas os sentimentos variam para cada indivíduo com base em suas experiências e situações.

Agora, também é importante saber que os sentimentos podem desencadear emoções, que formam um loop infinito de estímulos e emoções. Então, só de pensar em cobras ou algum outro animal aterrorizante, sentimos medo e calafrios.

Quais são as emoções básicas?

Para decodificar as expressões características das emoções, um dos psicólogos mais renomados do setor, Paul Ekman, percorreu o mundo em busca do universal, compartilhado por todos e independentemente da cultura.

A partir disso, ele conseguiu mapear cinco emoções universais básicas:

# Raiva

# Tristeza

# Desgosto

# Medo 

# Alegria

São os mesmos personagens que aparecem como personagens do filme Divertida Mente, que Ekman foi consultor especialista durante a produção.

Embora as cinco emoções mapeadas acima sejam encontradas em todas elas, seus gatilhos variam de pessoa para pessoa. Além disso, cada uma delas tem um propósito: as emoções não seguem a regra dicotômica bom/mau, e não devem ser evitadas, mas sim incluídas em suas particularidades.

Você pode aprender mais sobre a decodificação das emoções em um projeto criado por Ekman em associação com o líder espiritual e chefe de estado do Tibete, o Dalai Lama, o Atlas das emoções.

A parte do cérebro que processa emoções (e onde nascem os sentimentos)

Não é um mito que parte do cérebro processa emoções, é conhecido como cérebro emocional. Enquanto o cérebro racional é responsável pelo pensamento crítico e pelas habilidades analíticas, o cérebro emocional promove reações que dão origem aos sentimentos.

O cérebro emocional se encontra no sistema límbico, nome dado à parte frontal responsável pelas emoções, memória e aprendizado. A parte que analisa os riscos e as experiências que mais tarde “resultarão” nos sentimentos é conhecida como amígdala.

A parte do cérebro que processa emoções (e onde nascem os sentimentos)

A autoconsciência emocional é um dos principais fundamentos da inteligência emocional; embora seja sua base, também é um primeiro passo essencial. É a capacidade de compreender as próprias emoções e seus efeitos. Basicamente, significa saber como você se sente e por que, e como isso te ajuda ou te prejudica naquele momento, ter consciência de seus pontos fortes e fracos, e até mesmo ter clareza sobre valores e propósitos. Assim, uma pessoa que possui essa habilidade bem desenvolvida tem conhecimento do que sente e como essas emoções afetam positiva ou negativamente seu desempenho no contexto profissional e pessoal.

É claro que as pessoas têm diferentes níveis desse insight, mas é inteiramente possível (e benéfico) desenvolver o seu próprio.

“A autoconsciência emocional não é algo que você obtém uma vez e depois vai embora. Em vez disso, cada momento é uma oportunidade de estar consciente ou não. É um esforço contínuo, uma escolha consciente de ser autoconsciente. A boa notícia é que quanto mais você pratica, mais fácil fica”, diz Goleman.

Apesar de ter o foco mais íntimo, também engloba a chamada autoconsciência emocional “pública”, que é a percepção de como as emoções afetam os outros.

Segundo a psicóloga Shirley Canabrava, que falou ao Na Prática sobre o assunto, “olhar para fora” é essencial para um aprendizado focado na identificação de emoções. Observar o comportamento de outras pessoas aumenta nossa referência e também nos ajuda a entender a forma mais adequada de abordar cada pessoa e assim ter um retorno mais positivo para ambas as partes. Além de melhorar a capacidade de empatia.

Como desenvolver autoconsciência emocional

Shirley dá alguns conselhos práticos para quem quer desenvolver habilidades de autoconsciência emocional.

  1. Busque informações sobre o assunto – sites, canais no Youtube, páginas em redes sociais, livros, cursos, podcasts, etc;
  2. Encontre amigos ou se reúna com pessoas que estejam dispostas a conversar abertamente sobre esses temas;
  3. Identifique possíveis padrões nos seus comportamentos – começando por observar seu humor ao longo do dia, do mês, no trabalho e em casa, ao encontrar determinadas pessoas, etc;
  4. Responda a pergunta “o que estava passando pela minha cabeça no momento?” em situações que você perceber mudanças no seu humor – responda da maneira mais genuína e sincera (e quanto mais próximo da situação, mais você ajuda a sua memória a recuperar os pensamentos e sentimentos corretos);
  5. Pratique atividades que te ensinem e ajudem a se concentrar no presente e em você, como a meditação – especialmente práticas de mindfulness;
  6. Anote os aprendizados, descobertas e respostas que for tendo sobre você mesmo(a) para tentar driblar a preguiça e o esquecimento.

“Pense se você realmente deseja iniciar esse processo, elevar seu nível de conscientização pessoal não é garantia de que você só descobrirá recursos dos quais se orgulha, mas também pode abrir uma série de oportunidades incríveis de melhoria”, enfatiza o especialista .

Autocontrole emocional

O autocontrole emocional é a capacidade de gerenciar emoções negativas ou desestabilizadoras, mesmo em situações estressantes, mantendo-se operacional e eficiente. A ideia aqui é realmente gerenciar, o que é completamente diferente de repressão. A supressão não é sustentável, pois as emoções negativas fazem parte da experiência humana e podem ter efeitos negativos.

Quanto mais essa habilidade se desenvolve, mais capaz a pessoa é de exercer o autocontrole em diferentes contextos: uma coisa é ter uma conversa sincera com um amigo e outra sentir frustração e raiva no ambiente de trabalho, por exemplo.

Como controlar a ansiedade no ambiente de trabalho?

O desenvolvimento de transtornos de ansiedade tem sido fortemente correlacionado com o ambiente de trabalho, diz a psicóloga especialista Mariângela Guerra. Muitos profissionais não conseguem lidar com o grande volume de tarefas ou metas agressivas de forma saudável, gerando estresse mental que é um grande gatilho para a ansiedade.

Em geral, a ansiedade é uma reação biológica e fisiológica às ameaças percebidas à sua segurança ou perigo. Embora inevitável, pode afetar seriamente a saúde mental e a qualidade de vida em alguns níveis.

No ambiente de trabalho, os sintomas podem ser percebidos na dificuldade de concentração, relacionamento com colegas e clientes, descumprimento de prazos, problemas com insegurança, abandono de tarefas por medo do fracasso, entre outros. Confira algumas dicas de especialistas para que o transtorno não afete sua atuação no ambiente profissional.

#1 Seja flexível

Digamos que você sempre sonhou em ser astronauta, mas percebeu que o estresse e a claustrofobia do trabalho estão causando ataques de pânico. Só porque você sempre pensou que seria um astronauta, ou treinado, não significa que você tem que seguir esse caminho.

Esteja aberto a trabalhos semelhantes que podem não ser exatamente o que você imaginou e podem não ter as mesmas situações estressantes. A NASA também precisa de profissionais em recursos humanos, marketing, planejamento e muitos outros. Não fique preso a uma ideia específica do que fazer.

#2 Seja realista sobre suas limitações

Se você sofre de ansiedade social, um trabalho que exige muita interação direta com o público pode estressá-lo completamente. Saber com antecedência o que desencadeia sua ansiedade pode ajudá-lo a identificar potenciais zonas de perigo e tomar as decisões certas.

Para resolver esse problema, você pode usar alocação estrategicamente. Converse com seu líder sobre a possibilidade.

#3 Meditação e exercício físico

A preocupação geralmente está focada no futuro e a meditação ajuda a trazer a mente de volta ao momento presente. A prática é observar os pensamentos e deixá-los ir. Essa técnica pode ajudá-lo a identificar suas preocupações e se conectar com suas emoções.

A realização de algumas atividades regularmente estimula o organismo a produzir endorfinas, que provocam uma sensação de bem-estar. Isso ajuda a aliviar os níveis de ansiedade e também pode ser um hobby para equilibrar sua agenda.

Mas, afinal, o que é a motivação?

A motivação é a condição para influenciar a direção de um comportamento. Seu significado pode ser comparado às palavras: envolver, liderar e estimular.

O conceito pode ser aplicado em relação a outros, como a capacidade de motivação de um líder, mas o outro lado é o foco em um dos principais pilares da inteligência emocional: a capacidade de alguém se motivar. – automotivação.

Mas, afinal, o que é a motivação

Como se automotivar?

Perante as mesmas expectativas, é um facto que cada um reage de forma diferente. Por exemplo, uma situação em que se espera que os profissionais atinjam uma meta dentro de um prazo definido. Alguns questionarão o propósito, outros seguirão adiante e outros simplesmente não agirão. Mas por que essa diferença ocorre (essencialmente na característica da motivação pessoal)? A escritora Gretchen Rubin acha que encontrou a resposta. Durante a fase de pesquisa de seu livro Better Than Before: Mastering the Habits of Our Everyday Life, ele observou uma relação entre a personalidade e os hábitos que as pessoas mantêm. Assumindo que enfrentamos dois tipos de expectativas: externas, como um prazo para obter resultados, e internas, como “pare de comer doces”, ele fez a pergunta: Como você responde a uma expectativa?

Basicamente, Gretchen descobriu que a maioria das pessoas se enquadra em quatro grupos distintos. São eles que ele chamou de defensores, interrogadores, obrigados e, em última análise, rebeldes. A fórmula proposta pelo autor é simples: entenda em qual você está, descubra o que te motiva e aprenda a se motivar a fazer o que tem que fazer e também a criar hábitos. Compreender como as quatro personalidades funcionam também ajuda a motivar os outros quando estão em uma posição de liderança.

As 4 personalidades: entenda a sua para se motivar

#1 Defensores (Upholders)

Os defensores respondem prontamente às expectativas internas e externas. Eles não têm muita dificuldade em cumprir compromissos, prazos ou resoluções.

Sua vontade de entender e respeitar o que é esperado fomenta um forte instinto de autopreservação (daí o nome da categoria), que de certa forma contraria a vontade de respeitar o que os outros esperam. No entanto, este grupo luta em situações em que as expectativas não são claras. Eles podem se sentir compelidos a respeitar mesmo aqueles que parecem inúteis e se sentem desconfortáveis ​​em quebrar as regras (mesmo as completamente inúteis).

#2 Questionadores (Questioners)

Grupo daqueles que questionam todas as expectativas e as atendem apenas se acreditarem que têm um propósito e podem ser justificados. Em geral, são pessoas motivadas pela razão, lógica e justiça.

Os interrogadores decidem por si mesmos se uma a

#4 Rebeldes (Rebels)

stem ao que parece arbitrário ou não serve a um propósito válido. “Em essência, eles transformam todas as expectativas em expectativas internas”, resume o escritor. Isso os torna pessoas intelectualmente engajadas, dispostas a pesquisar incansavelmente para chegar às suas próprias conclusões.

Nesse grupo, Gretchen ressalta que tentativas infindáveis ​​de justificar qualquer atitude podem cansar os indivíduos.

#3 Obrigados (Obligers)

Aqueles que são obrigados acham fácil responder às expectativas externas, mas não às suas próprias. “Eles não decepcionam os outros, decepcionam a si mesmos”, explica o autor. Resultado: dificuldade de auto-motivação.

Eles precisam de responsabilidade externa com consequências, como prazos, taxas, medo de decepção, para cumprir uma expectativa. Então, se um indivíduo deste grupo tem dificuldade em fazer algo, provavelmente é por falta de responsabilidade externa.

O fato de se sentirem “obrigados” a atender todas as expectativas dos outros dificulta que digam “não”. Em algum momento, no entanto, eles podem chegar a um ponto de rebelião em que se recusam a corresponder às expectativas.

#4 Rebeldes (Rebels)

Pessoas que resistem a qualquer tipo de expectativa compõem o grupo Rebelde. Eles só escolhem agir por um sentimento de escolha, de liberdade. Os rebeldes resistem ao controle, até mesmo ao autocontrole, e adoram violar regras e expectativas.

Embora se recusem a fazer o que “deveriam”, conseguem atingir seus objetivos à sua maneira. É um grupo que valoriza muito a autenticidade e a autodeterminação. São indivíduos que às vezes desagradam os outros porque não se permitem ser solicitados ou instruídos. De acordo com Gretchen: “Pedir ou dizer aos rebeldes para fazerem algo os faz fazer exatamente o oposto”. Em outras palavras: aqueles que o cercam sempre correm o risco de despertar seu “espírito de oposição”. Eles não conseguem nem dizer a si mesmos o que fazer, e essa é uma das fontes de frustração desse grupo.

Ao mesmo tempo, são altamente motivados por desafios; na verdade, pelo desejo de provar que são capazes. “Diga a um rebelde: ‘Acho que você não pode fazer o relatório até sexta-feira’, e você o entregará na quinta-feira para provar que ele está errado.”

Encontrando motivação no trabalho

Tentar equilibrar seus estímulos, de acordo com o estilo de sua personalidade, pode ser uma boa receita para motivá-lo. Outra é usar exatamente o que te motiva: estímulo externo, prazo, liberdade, etc. – para atingir seus objetivos. Um obrigado pode buscar alternativas para ampliar a responsabilidade interna – que para ele não surte muito efeito – em relação à externa, por exemplo. Encontrar motivação para trabalhar
Ninguém está 100% motivado 100% do tempo. O ser humano é influenciado por uma infinidade de fatores e é natural que de vez em quando sintamos a necessidade de encontrar motivação.

A base de todas as ações que podem ajudá-lo a encontrar (ou redescobrir) essa motivação é conhecer a si mesmo, o que proporciona uma compreensão mais profunda de si mesmo e de onde vêm seus impulsos, anseios e desejos.

Existem várias formas de promover o autoconhecimento, desde sessões de psicoterapia até cursos, seminários, retiros e workshops. A Fundação Estudar, por meio do Estudar Na Prática, oferece um curso de autoconhecimento online desde 2016 para quem quer começar no assunto. À medida que você começa a entender esse processo, você pode reformular suas experiências e se motivar, e a boa notícia é que você não precisa esperar até o final do curso para começar a fazer algumas mudanças. Aqui estão algumas ideias simples de especialistas em comportamento que podem ajudá-lo agora:

#1 Conquiste pequenas vitórias

Teresa Amabile, professora da Harvard Business School e autora de The Progress Principle: Using Small Wins to Stimulate Satisfaction, Commitment, and Creativity at Work, diz que o progresso é o maior impulsionador da motivação.

Facilitar esse progresso é, portanto, a melhor maneira de se motivar. E quando isso acontece constantemente em pequenos passos, há uma sensação de movimento contínuo que pode fazer a diferença entre um grande dia e um terrível dia. “As pequenas vitórias têm um efeito positivo surpreendentemente forte”, continuou.

#2 Enfatize seu progresso

Para obter o máximo de motivação do progresso, enfatize-o em si mesmo. Reflita sobre o quão longe você chegou e o bom trabalho que você fez. (Você também pode fazer isso para colegas desmotivados!)

Pensar no que você realizou em retrospecto torna mais fácil enfrentar novas tarefas e acreditar que você pode fazê-las.

#3 Recompense-se

Quando fizer algo em sua lista, recompense-se de alguma forma; este é um motivador muito forte. Faça uma caminhada, passe cinco minutos ao sol, coma algo gostoso, verifique suas mensagens no celular, ouça música… o que quiser dentro do bom senso, principalmente se estiver prestes a voltar ao trabalho em breve!

Se pequenas recompensas não forem suficientes, você pode tentar algo mais radical, como dar US$ 100 a um amigo e dizer a ele que se ele não terminar a lição de casa até o final do dia, não receberá seu dinheiro de volta. Ele ficou sério de repente, certo?

#4 Foque no significado

Para Dan Pink, autor de Drive: The Surprising Truth About What Motivates Us, que gravou uma palestra viral no TED sobre motivação, o propósito também é um forte motivador. “Estou fazendo algo a serviço de uma causa maior, ou pelo menos estou contribuindo para o mundo?”, pergunta ele.

 

Autossabotagem contra Inteligência Emocional

Em algum momento da vida, as pessoas tendem a tomar ações que vão contra seus interesses. Seja por meio de palavras, omissões ou procrastinação, todos são suscetíveis e acabam se autossabotando. O psicólogo organizacional Igor Barros diz que a auto-sabotagem é um hábito humano.

“Muitas vezes as pessoas começam inconscientemente a pensar que não são capazes e desenvolvem comportamentos que deixam seus planos em paz no mundo das ideias. A auto-sabotagem ocorre quando eles começam a tirar sarro de si mesmos para que algo não aconteça com eles”, explica. Israel Augusto, especialista em desenvolvimento humano, acrescenta que a autossabotagem pode ocorrer de forma consciente ou inconsciente. “Na maioria das vezes é inconsciente porque muitas de nossas ações diárias são. Existem estudos que mostram que nossos cérebros atuam em modo automático entre 90% e 95% do tempo. Nossa forma de agir e pensar é automatizada e nossos cérebros acabam criando esses padrões de pensamento e comportamento em diferentes situações e estímulos”, explica.

A dupla garante que todos os indivíduos eventualmente se sabotem, em maior ou menor grau e dependendo da situação. Ao exemplificar formas de autossabotagem no trabalho, Igor Barros indica que o processo está relacionado ao medo e à autocobrança.

“Os profissionais estão começando a ir mais longe, mas ao mesmo tempo não sabem como chegar onde querem. Então ele entra em um ciclo doentio de não poder ser o que ele queria ser. Algumas pessoas experimentam burnout, o que é muito estressante. Outro caso muito comum são as crises de ansiedade, ligadas a pessoas com bloqueio de desenvolvimento”, frisa. A psicóloga ressalta que muitas vezes as pessoas associam a autossabotagem no trabalho a algum tipo de bloqueio, mas nem sempre é assim.

“Uma das formas mais comuns de autossabotagem que as pessoas não percebem é ter uma forte demanda por resultados, forçar-se a dar algo, ser diferente ou fazer mais. A autossabotagem começa silenciosamente, mas pode se apresentar com sintomas físicos como palpitações, sudorese, dificuldade para dormir e até sentimentos de pânico.

O processo de auto-sabotagem é muitas vezes baseado em uma crença, como explica Israel. “Vem de algo que acredito ser verdade. Esses são pensamentos recorrentes e padrões de pensamento instalados em mim, que geralmente são fortes. Nosso crítico interno tem muito impacto nisso. Todos temos medo de alguma coisa e é essa emoção que nos faz adquirir comportamentos de sabotagem”, revela.

Formas de driblar a autossabotagem 

#1 Mantenha relacionamentos assertivos com os colegas

Se você puder conversar com seus colegas, entender a realidade das situações e os fatos ao seu redor, é improvável que eles recorram a comportamentos imprudentes que podem ser auto-sabotadores. Especialistas afirmam que, além da realidade, existe a interpretação individual de cada um, por isso é fundamental manter relações honestas baseadas em fatos.

#2 Pratique o autoconhecimento

Para sair do ciclo de autossabotagem, o primeiro passo é tomar consciência dessa ação ou omissão. Conhecer-se melhor é uma ação que depende de você e melhora o processo de mudança. Com o autoconhecimento, é possível desligar o piloto automático e questionar padrões, habilidades, crenças e valores.

#3 Peça feedback

As pessoas próximas a você podem ter uma ideia melhor da sabotagem dos colegas, e isso pode ser transmitido com um feedback eficaz.

#4 Transforme os hábitos sabotadores

Se você já identificou situações em que tende a se sabotar, pode fazer um plano ou fazer um plano para aprender a construir um novo hábito mais positivo e alinhado aos seus objetivos. Especialistas apontam que os líderes têm um papel fundamental para evitar que seus colaboradores perpetuem atitudes de autossabotagem. Isso pode ser feito por meio de feedback, avaliação de habilidades socioemocionais (como inteligência emocional), ajudando a introduzir palavras e hábitos positivos, motivando e monitorando as equipes.

Formas de driblar a autossabotagem

Empatia

O que é empatia? De acordo com o filósofo australiano Roman Krznaric, empatia é “encontrar uma humanidade compartilhada”. Considerada uma autoridade no assunto, a especialista é autora do livro “O poder da empatia: a arte de se colocar no lugar do outro para transformar o mundo”. Além disso, ele é membro do corpo docente fundador da The School of Life, em Londres, e professor de sociologia e política na Universidade de Cambridge e na City University.

O que é empatia? “Calçar o sapato do outro”?

Em muitas ocasiões, a prática da empatia se resume em “colocar-se no lugar do outro”. Embora não seja errado – até o filósofo usa essa descrição – deixa espaço para possíveis interpretações errôneas (e experiências). “Não se trata apenas de se colocar no lugar de outra pessoa com seus próprios preconceitos e estereótipos”, diz ele.

Empatia

Você tem que ter uma mente aberta para saber. Isso significa, entre outras coisas, criar conexões inesperadas, romper com o modo usual de pensar e falar, se necessário superar barreiras (preconceitos, estereótipos, etc.).

“Dificilmente há uma maneira melhor de desafiar seus preconceitos e estereótipos sobre alguém do que conversar com essa pessoa e ouvir o que ela tem a dizer”, diz Krznaric, “e você pode muito bem descobrir que estava errado e isso o ajuda desde o início. jogada.” muito de si mesmo.”

Por que ela é aliada no ambiente de trabalho 

Segundo o especialista, a empatia é o que cria bons relacionamentos, tão essenciais para ter sucesso em qualquer ambiente de trabalho. Mas como você realmente faz isso? “A chave é desenvolver a capacidade de ‘ouvir com empatia’”, explica Kznaric. Isso significa, antes de tudo, saber ouvir as outras pessoas sem interrompê-las e dar-lhes a oportunidade de se abrir. E também preste atenção a dois tipos de informações, que o interlocutor também pode transmitir inconscientemente: sentimentos e necessidades.

Compreensão interpessoal

Para se comunicar efetivamente com diferentes grupos, a compreensão interpessoal e a empatia são habilidades extremamente importantes. Isso porque, por meio deles, é possível compreender as intenções, motivações e desejos de outras pessoas, o que facilita as relações interpessoais. Embora essas características sejam apreciadas, principalmente no mercado de trabalho, o Brasil ocupa a 51ª posição no ranking mundial de países empáticos, de 63 nações analisadas, segundo levantamento da Universidade de Michigan. Entenda mais sobre os conceitos e como desenvolver essas habilidades.

O que é?

Neuropsicólogo e professor de processos de desenvolvimento humano, Fabrício Almeida explica que a compreensão interpessoal e a empatia são traços que começam a se desenvolver na infância.

Através deste cenário nasce a empatia, uma forma de “encontrar a humanidade compartilhada”, segundo Krznaric. “A empatia surge da percepção da necessidade e vontade do outro”, complementa Fabrício. Nesse sentido, combina-se a compreensão interpessoal como forma de compreender as emoções e os pensamentos dos diferentes indivíduos que compõem um grupo.

Empatia e produtividade: uma relação inusitada

Além de fomentar a criação de relacionamentos significativos, essenciais para uma carreira profissional, Krznaric explica uma relação entre empatia e produtividade. Na verdade, existem dois relacionamentos, mas um fortalece a empatia e sua importância, mesmo no trabalho. “Uma das coisas que diminui a empatia é o desejo de eficiência e rapidez”, diz o especialista sobre a primeira das associações, que é inversamente proporcional. Por exemplo, se você está correndo para se certificar de que não está atrasado para uma reunião e ultrapassando alguém que precisa de atenção ou ajuda, é menos provável que você pare, mostram os estudos.

Por outro lado, é mais provável que você crie um ambiente de trabalho produtivo se tiver relacionamentos altamente empáticos, porque as pessoas compartilham informações e aprendizado. “Pensamos na eficiência como racional e na empatia como emocional. No entanto, essas coisas sempre funcionam juntas.”

Desenvolva sua capacidade de empatia

Reunimos alguns conselhos do filósofo Krznaric e do neuropsicólogo Fabricio sobre as melhores maneiras de desenvolver a empatia.

#1 Coloque-se em contexto

A prática de se colocar no lugar do outro é fundamental para melhorar a empatia e a compreensão interpessoal, diz a neuropsicóloga. “Vivemos em uma sociedade que isola cada vez mais o ser humano e o torna egocêntrico.

Portanto, a primeira coisa que você precisa fazer para desenvolver essas habilidades é estar em um ambiente social, como um grupo ou equipe. Profissionais que trabalham em casa, por exemplo, são menos propensos a receber feedback social e desenvolver essas habilidades interpessoais.

#2 Desenvolva autoconhecimento

A busca do autoconhecimento também é uma ferramenta valiosa para fortalecer a empatia e a compreensão interpessoal. “Se você conhece seus limites, sabe fundamentar suas opiniões e fortaleceu sua autoestima, acaba não se privando de entrar em situações que possam colocar em risco aquilo em que acredita. Consequentemente, isso aumenta a probabilidade de troca com outras pessoas e isso leva à empatia”, analisa Fabrício.

Além disso, trabalhar a inteligência social é essencial para existir em uma sociedade que exige os mesmos comportamentos em tempos e formas diferentes.

#3 Fomente sua curiosidade sobre os outros

“Desenvolva sua curiosidade sobre estranhos conversando com um estranho uma vez por semana. Fale com alguém diferente de você: a mulher que lhe vende o jornal ou o pão todas as manhãs. Tente superar a tagarelice, porque se trata de encontrar uma humanidade compartilhada, desafiando as suposições.

#4 “Ouça” os sentimentos

“Pense: ‘Como posso praticar a empatia em meus relacionamentos diários?’, Principalmente ouvindo com empatia. Como posso realmente ouvir meu filho, filha, marido, esposa, colega e realmente praticar a escuta dos sentimentos e necessidades das pessoas?

#5 Lute por alguma causa que te move

“A terceira coisa é [pensar] ‘como posso me comprometer a ser um empata em uma comunidade maior?’, ‘Como posso fazer parte de um movimento?’ Trata-se de compreender a perspectiva dos outros e lutar pelos direitos daqueles que a humanidade marginalizou. Quais são as causas que o preocupam? E acredito que os seres humanos prosperam quando fazem parte de algo maior que eles mesmos”.


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